9 de abr de 2013
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Qual o futuro do jornalismo nas redes sociais?


Jornalismo e Redes SociaisResponder essa pergunta com exatidão é difícil, e seria muita pretensão bancar o profeta. Mas baseado no que vejo diariamente, algumas coisas já são realidade, e com o passar do tempo, estarão ainda mais incorporadas na futura relação do jornalismo com as redes sociais.

Na internet, cenário onde uma imensidão de novas plataformas sociais surge a todo o momento, devemos estar antenados na tecnologia, mas, mais ainda, nas pessoas. Pois numa profissão cujo principal objetivo é informar o público, acompanhá-lo onde ele está é obrigatório. Por isso meu foco neste artigo é em rede social e não na mídia social.

Ouça o que o público tem a dizer e fale sua língua


140 caracteres, GIFs, curtir, compartilhar, hashtag ou o que for. Independente da plataforma, o público lá presente tem sua própria linguagem. O jornalista que de fato ouve essas pessoas falar está mais apto a conversar com elas. Monitoramento, métricas, dados e interação são meios de descobrir o que público está dizendo. Isso não significa produzir apenas conteúdo que “bomba”, mas identificar a melhor maneira de transmitir a mensagem para sua audiência.

A voz do povo é a voz do jornal


As pessoas publicam conteúdo em seus sites de relacionamento favoritos independentemente da presença do seu veículo. Portanto, tente aproveitar esse conteúdo para fins jornalísticos. Campanhas de jornalismo colaborativo estão em toda parte e captam desde comentários a imagens e flagrantes sensacionais, que se não fosse o cidadão comum, seu jornal jamais teria acesso.

Agenda social setting


Não adianta fechar os olhos e fingir que nada está acontecendo. Nas redes sociais um fato noticiado por qualquer pessoa potencialmente pode repercutir entre milhões de outras. Alcance que, muitas vezes, é maior do que seu veículo normalmente tem. Fatos, denúncias e notícias que explodem nessas redes merecem a atenção e tratamento do jornalista. O público agradece.

Apuração online


Diante da grande quantidade e variedade de conteúdo disseminado nas redes sociais, todo cuidado é pouco. Assim como existe especulações e mentiras offline, os chamados “hoaxes” ganham forma online. A combinação de técnicas de apuração essenciais a qualquer jornalista com habilidades de pesquisa online é cada vez mais necessária. Grandes histórias e super-farsas se misturam. O jornalista online se destaca perante outros produtores de conteúdo não apenas pelo bom texto, mas por sua credibilidade.

Nem tudo é festa


A aproximação com o público traz experiências que nem sempre são agradáveis aos olhos do jornalista. Erros de apuração, ângulo da notícia, deslizes ortográficos e até delírios do próprio leitor são expostos impiedosamente na sua cara. Às vezes é doloroso, principalmente para quem não está acostumado a ser questionado. Às vezes é engraçado (ou triste) perceber o quão sem fundamento pode ser a interpretação das pessoas.  Mas se soubermos lidar com todas as situações (ou pelo menos a maioria), a proximidade com nossa audiência tem muito a acrescentar ao nosso trabalho.

Tudo será uma coisa só, ou quase isso


Se você chegou até aqui, o meu muito obrigado, mesmo. Suponho que ao longo do texto tenha notado que praticamente tudo o que sugeri como parte do futuro do jornalismo nas redes sociais, sempre existiu antes mesmo da internet. E essa é a grande sacada. A web social se tornará algo tão natural em nossa vida que o comportamento on e offline não vai ter tanta diferença.

Apesar de toda a tecnologia que ronda as redes sociais online, valores que compõem a essência do jornalismo se mantêm, só que combinados a novas habilidades digitais. Senso crítico, olhar diferenciado, curiosidade e outros atributos dos velhos jornalistas ganharão versão e melhorias em bits.

Sobre o Autor:
Guilherme Ludwig é o criador da Coluna Digital. Jornalista, encara a profissão como um estilo de vida. Seu objetivo é trabalhar com jornalismo digital focado na área de Tecnologia. Google+ - Twitter - Facebook - Site

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