A De Nieuwe Pers (em tradução livre, A Nova Imprensa) é uma plataforma holandesa que reúne jornalistas freelances especializados em diversos assuntos e locais como França, Alemanha, jogos eletrônicos, ciência do sexo, crimes de guerra e desenvolvimento sustentável. O veículo fornece conteúdo online por meio de seu site e aplicativo móvel para smartphone (iPhone).
Para acessar todo o conteúdo do jornal, o assinante paga 4.49 euros mensais. No caso de assinatura individual por jornalista, o valor por mês é de 1.79 euro. Em entrevista ao Nieman Journalism Lab, Alain van der Horst, editor-chefe do veículo, explica que o consumo de notícias se tornou algo mais pessoal.
“Quando você assina um jornal, terá o pacote completo. Mesmo que não leia tudo, ainda o recebe. Em nosso modelo, só paga por aquilo que lê”, explica der Horst. O toque pessoal é o diferencial nesse negócio, pois além do leitor de decidir a editoria, escolhe o jornalista. E este tem total liberdade editorial para produzir, “desde que não viole as leis”, segundo o editor.
Nas primeiras semanas de existência, a Der Nieuwe Pers diz ter vendido cerca de 2 mil assinaturas. Desse total, 40% de jornalistas, e o restante de planos convencionais. Até o final deste ano, os jornalistas receberão o pagamento integral por seus canais individuais – a partir de 2014 serão descontados 25%. A equipe também divide entre si 75% da renda das assinaturas completas. Atualmente são 17 jornalistas, a maioria oriunda do impresso De Pers, descontinuado em março de 2012.
Diferente da outra holandesa De Correspondent – que aposta em “jornalismo analítico, profundo e de qualidade” e angariou mais de 1 milhão de euros sem sequer ser lançada, a De Nieuwe Pers segue com menos glamour.
Desafios como SEO e mídias sociais, que limitam a popularização do conteúdo barrado por paywall, dificultam a chegada de novos leitores as duas startups, que constroem seu público praticamente do zero. Além dos modelos diferenciados de negócio, esses empreendimentos de jornalismo precisam de muito mais para sobreviver no tão conturbado (e repleto de oportunidades) mercado de notícias.
0 comentários :
Postar um comentário